sexta-feira, 30 de maio de 2008

O que eh o Graal?


Trata-se de um detalhe da lenda de Percival e do Rei Pescador. Lembramos a misteriosa doenca que paralisou o velho rei, detentor do segredo do Graal. Alias, ele nao era o unico que sofria; tudo em torno de si desabava, desmoronava: o palacio, as torres, os jardins, os animais nao mais se reproduziam, as arvores nao davam mais frutos, as fontes secavam. Inumeros medicos tinham tentado tratar o Rei Pescador _ sem o menor resultado. Dia e noite chegavam os cavaleiros, e todos comecavam por perguntar as novidades sobre a saude do Rei. Um unico cavaleiro _ pobre e desconhecido, ate um pouco ridiculo _ permitiu-se ignorar o cerimonial e a cortesia. Seu nome era Percival. Sem levar em conta o cerimonial da corte, ele se dirige diretamente ao Rei e, aproximando-se dele, sem nenhum preambulo, pergunta-lhe: "Onde esta o Graal?" No mesmo momento, tudo se transforma: o Rei levanta-se do seu leito de sofrimento, os rios e as fontes recomecam a jorrar, a vegetacao renasce, o castelo se restaura milagrosamente. As poucas palavras de Percival tinham sido suficientes para regenerar toda a Natureza. Mas estas poucas palavras constituiam a questao central, o unico problema que podia interessar nao so ao Rei Pescador, mas tambem ao Cosmos inteiro: onde se achava o real por excelencia, o sagrado, o Centro da vida e a fonte da imortalidade? Onde se encontrava o Santo Graal? Ninguem havia pensado, antes de Percival, em formular esta pergunta central _ e o mundo morria por causa dessa indiferenca metafisica e religiosa, por causa dessa falta de imaginacao e ausencia de desejo do real.


(Mircea Eliade, em Imagens e Simbolos, 1952)

PS: Sinceras desculpas pela ausencia de acentuacao!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Destruction as a cause of coming into being



"Whoever wants to be creative in good and evil

must first be an anihilator

and destroy values."

(Nietzsche)



What looks like destruction may be creation:

Something must die

for something else to be born.

This consists of a kind of rebirth

from a kind of death.

Being a drive towards fusion,

both destruction and self-anihilation

are integral to sexuality,

while repression is partly a matter of self-defence.


(adapted from Sabina Spielrein's essay)

Jungian days


"No good man is without a God...

We do not, in fact, presume to specify which God,

but it is certain that a God dwells within the breast of every good man."


"To honour God, the sun or the fire

is to honour one's own vital force,

the libido."


"At the zenith of the inner world

is a star which is our guiding God.

This star or sun or God

should be the goal of our pilgrimages.

Our relationship with God takes place

within the individual soul."